Relatos de Marco-Aurelio De Paoli

Rumo às praias do Pacífico - Bolívia, Chile, Peru,

Rumo às praias do Pacífico


Autor Marco-Aurelio De Paoli
Expedição norte-nordeste do Brasil - Norte, Nordeste,

Expedição Norte – Nordeste

Julho de 2008

 

Marco- Tércia e Savana 2008

Saída, dia 6 de Julho, chegada dia 3 de Agosto de 2008.9.000 km percorridos.

Troca de óleo da Savana em Belém. Engraxou em Tianguá, CE, depois de lavar.

O objetivo dessa Expedição era conhecer Belem, o litoral oceanico do Pará, as re-entrancias maranhenses, rever os lençóis maranhenses e chegar a Jericoacoara. De lá voltamos pelo Piaui, Bahia, Goias, MG e SP.

 


Autor Marco-Aurelio De Paoli
Puna com os amigos - Julho de 2010 - Argentina, Chile, Bolívia,

A “Puna de Atacama” (puna significa deserto em Quéchua e Atacama significa pato preto) é a região dos Andes onde fizemos esta Expedição. Ela é uma parte do Altiplano Andino localizada na região noroeste da Argentina. É uma região desértica e sem vegetação que fazia parte do território da Bolívia até o final do século XIX, quando foi tomada pelo Chile e Argentina depois da Guerra do Pacífico. Depois do final da guerra, no começo do século XX, houve ainda muita discórdia entre a Argentina e o Chile com relação às fronteiras. Hoje a maior parte da Puna é “compartilhada” pelos dois países limítrofes e a Bolívia ficou com uns 20 % da área original. O maior salar é o de Uyuni (Bolívia) e o segundo é o Arizzaro (Argentina). O Salar do Atacama (3º em tamanho) fica na parte chilena da Puna. A altitude nesta região varia entre 2.500 e 4.800 m nas partes planas, havendo montanhas de até 6.900 m. Ela contem muitos vulcões, salares, lagos salgados, minas ativas e minas abandonadas e planícies coloridas de areia. A flora é praticamente reduzida a uma vegetação rasteira e diversos tipos de cactus (entre eles os “cardones”).  A fauna tem a Vicuña, diversos tipos de “zorros” (lobos), raposas e outros pequenos mamíferos roedores, dentre eles a Viscacha. Nestas altitudes não há cobras ou qualquer animal peçonhento.

As grandes altitudes e a baixíssima umidade relativa do ar exigiram certo tempo de aclimatação, muita paciência com os nossos próprios organismos e cuidado no manejo do equipamento. Em Julho a temperatura estava suportável durante o dia (entre 2 e 16 oC), com muito vento, e muito fria durante a noite, chegando a muitos graus abaixo de zero de madrugada. Participaram dessa Expedição, Eu e a Tércia na Savana 2008 (Marylona), o João e a Marta na Savana 2005, o Neto, Fê e a Carol na Toyota Hi-Lux (2004) com suspensão Ironman, turbo e intercooler. Todas estavam equipadas para enfrentar o deserto, com snorkel (reduz a quantidade de poeira que entra no filtro), dois estepes, guincho, hi-lift, galões de combustível (40 L), pranchas para desatolar na areia, duas baterias, GPS, rádio e etc. Devido às baixas temperaturas, usamos aditivo anti-congelante no diesel a partir do trecho de Cachi até Fiambala. Na minha Savana ainda tinha um cilindro de oxigênio, para ser usado em caso de alguém passar mal em grandes altitudes.


Autor Marco-Aurelio De Paoli


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