Viagem pela Estrada Real - 2006 - Sudeste,

 

VIAGEM A MINAS GERAIS (ESTRADA REAL) – 05 a 26 de Novembro de 2006

 

 

1o dia - 05.11.06 – Domingo

São Paulo – Ouro Preto - 688 Km percorridos. 

 Às 5:20 estávamos saindo de São Paulo. Tempo encoberto, Sol entre nuvens, Fernão Dias relativamente vazia (no último dia do feriado, estávamos no contra fluxo do maior tráfego), porém em mau estado, com inúmeros buracos. Paramos para tomar nosso café da manhã por volta das 7:40. Café (fraquinho...) tomado, constatei que a buzina do Niva não estava funcionando. Durante cerca de meia hora, tentei resolver o problema, não consegui, seguimos viagem. Nova parada no Graal, próximo a Pouso Alegre, com sempre, tudo muito limpinho, Tomamos um café, comemos pão de queijo, fotografamos a pequena “cidade colonial" que foi montada lá dentro, bem como o bonito Chevrolet 55 amarelo, disfarçado de “Yellow Cab”, estacionado ao lado da lanchonete, e seguimos viagem. A uns 50 Km de Belo Horizonte, meu amigo Marcos, de BH, me ligou, para combinarmos local e horário de nos encontrarmos. Entramos em Belo Horizonte às 13:30, com tempo encoberto, o que nos fez decidirmos de vez alterarmos nosso roteiro, começando por visitar Ouro Preto, e não o Caraça. Encontramos com Marcos, que nos guiou pela estrada de Juiz de Fora, a mesma que nos levaria a Ouro Preto, até uma lanchonete, onde paramos para comermos um sanduíche e conversarmos.

Às 15:00, despedimo-nos do simpático Marcos e seguimos nossa viagem, chegando a Ouro Preto, sob tempo encoberto, por volta das 16:15. Fomos diretamente para o Pouso do Chico Rei, onde havíamos nos hospedado em nossa viagem de 1.990. Instalados, tomamos banho, descansamos um pouco e saímos para jantar. Jantamos massas no “Spaghetti”, a seguir, sob garoa intermitente, fomos caminhar pelas escorregadias ladeiras. Acabamos por perder o rumo, indo parar na igreja Mercês de Cima, ao lado da estação rodoviária, bem distante da pousada, à qual tivemos que retornar, o que resultou em um bela caminhada!



 

2o dia - 06.11.06 – Segunda-feira

Ouro Preto – Mariana – Ouro Preto - 34 Km percorridos. 

Após o café, consertei a buzina do Niva (este “conserto” teve conseqüências posteriores, como iríamos descobrir poucos dias depois). A seguir, saímos, rumando para Mariana, Chegando ao Centro Histórico, estacionei o carro junto a uma praça, para uma caminhada. O tempo, que havia amanhecido chuvoso, melhorava lentamente. Passeamos por um bom tempo pelo Centro Histórico, fotografando o bonito casario antigo. De volta ao local onde estava o carro, decidimos almoçar no restaurante “Rancho”. Este estava de portas fechadas, mas as janelas abertas deixavam ver que estava sendo servido o almoço. Batemos à porta, e um atencioso garçon nos informou que o restaurante estava fechado para o público, atendendo apenas a uma empresa, mas iriam abrir uma exceção, servindo-nos. O almoço era de auto-serviço, deliciosa comida mineira, nos esbaldamos por um ótimo preço: R$10,00/cada! Isto sem contar que o garçon era muito atencioso! Após o almoço, saindo do restaurante, atravessamos a praça para tomarmos um sorvete. Entre os diversos sabores anunciados nas plaquinhas junto a cada sabor, pudemos observar delícias como os sorvetes “Blu Ice”, “Caputino” e “Muse Limão”. Também serviam “Sunday”! Um curso de línguas não ia fazer mal...

Andamos mais um pouco e, retornando ao carro, deixamos Mariana, parando pouco depois na Mina de Ouro da Passagem, para uma visita. Muito interessante, descemos com um vagão por um túnel até cerca de 150 metros abaixo da terra, vimos algumas galerias a onde a água que tomou conta de parte da mina (e que motivou o seu fechamento, pois o bombeamento da água, proveniente de minas d’água, se tornou antieconômico). De volta a Ouro Preto, ficamos caminhando pelas ruas e ladeiras (haja pernas!) até o anoitecer. Jantar no “Spaghetti”.


 

 

3o dia - 07.11.06 – Terça-feira

Ouro Preto – Caraça - 101 Km percorridos

Levantamo-nos animados com uma aparente tendência de melhora do tempo. Tomamos café, arrumamos nossa bagagem e, por volta das 10:40, saímos do Pouso. Estacionei o carro e fomos andar mais um pouco pelo Centro Histórico. Por volta do meio-dia deixamos Ouro Preto, passamos ao lado de Mariana e tomamos a estrada que levava a Catas Altas e a Santa Bárbara. Tempo encoberto, mas quente. Chegando em Catas Altas, lá entramos, para uma breve visita, cidade pequena e simpática, onde paramos para algumas fotos. Seguimos depois para Santa Bárbara e, já próximo a ela, sempre sob chuva intermitente, tomamos a direção do Caraça, aonde chegamos às 15:15. Depois de instalados, já estávamos dando um passeio pelas dependências do santuário, matando saudades de nossa visita em 1.997. A chuva ia e voltava. Enfim, após um pequeno lanche na lanchonete local, resolvemos caminhar um pouco, aproveitando-nos do fato de o horário de Verão “esticar” os dias. Seguimos pela trilha que nos levou à Capela do Sagrado Coração, aonde chegamos após meia hora de caminhada. Admiramos o visual, tiramos algumas fotos e retornamos. Banho tomado e com o retorno da chuva, fomos jantar. Após o jantar, fomos esperar pelo lobo-guará, que apareceu apenas por alguns minutos, sumindo em seguida. Ficamos esperando por sua volta por muito tempo, junto com muitos outros hóspedes, mas, como eles não apareciam, acabamos por desistir, indo dormir.



4o dia - 08.11.06 – Quarta-feira

Caraça - 0 Km percorridos

 Quando acordamos, o tempo pareceu estar melhorando, o céu azul aparecendo entre as nuvens. Tomamos banho e fomos tomar café, (do qual tão bem nos lembrávamos, com a chapa do fogão a lenha  sendo usada para fritarmos ovos, esquentarmos os pães de queijo e pãezinhos, derretermos o queijo Minas fresco...). Ao sairmos do salão onde tomávamos café, vimos que o tempo fechara novamente. Mesmo assim, resolvemos caminhar, e às 10:00 saímos para caminhar pelo parque. Caminhamos bastante, a despeito do tempo encoberto. Tanto caminhamos que quase perdemos o almoço, chegando à pousada no último minuto do horário de almoço. Este foi farto e delicioso. Depois, visitamos juntos o pequeno museu do colégio e percorremos algumas instalações. No final da tarde, fomos andar mais um pouco, sempre sob tempo encoberto.

À noite, à entreda do refeitório aonde seria servido o jantar, fomos avisados de que o lobo-guará já estava lá. Já preparados (ou seja, com nossas câmeras fotográficas), fomos ao pátio em frente à igreja e pudemos ver e fotografar o bonito animal. Arisco, ele sumiu rapidamente, demorando muito para retornar. Resolvemos jantar e voltar depois ao pátio para esperar pela volta do lobo-guará. Ele voltou apenas uma vez, muito rapidamente, sumindo em seguida e não mais retornando naquela noite, talvez devido ao grande barulho que faziam os dois grupos que lá pernoitavam: um de jovens estudantes americanos e outro de universitários paulistas. Assim, resolvemos ir dormir.

 


5o dia - 09.11.06 – Quinta-feira

Caraça – Lapinha da Serra - 206 Km percorridos.

 Levantamos cedo, tomamos banho e café, pagamos a hospedagem e tiramos mais algumas fotos do seminário, aproveitando um fraco Sol que surgiu entre as muitas nuvens. Às 10:30 saímos, seguindo de carro até a “Piscina”, ao lado da qual deixamos o Niva estacionado para subirmos por uma trilha até o Mirante, de onde tivemos uma bela visão do Caraça. Às 11:15 partimos. O tempo, que havia amanhecido com o Sol tentando sair entre as nuvens, estava fechando novamente, e assim foi a maior parte do dia. Passamos por Santa Bárbara, onde tiramos algumas fotos. Seguimos depois até São Gonçalo do Rio Abaixo, passando depois por Nova União (onde acabou o asfalto) e Taquaruçu de Minas, chegando a Jaboticatubas por volta das 15:15. Lá, conseguimos localizar a lanchonete onde havíamos comido em 1997, e repetimos o cardápio: misto quente, Coca-Cola e sorvete, novamente a um preço irrisório.

Seguimos viagem às 15:50, rumo a São José de Almeida, continuando depois até Santana do Riacho. Estradas desertas, sinalização muito precária, estávamos em outro mundo. Chegando a Santana do Riacho, após algumas voltas pela minúscula cidade procurando por hospedagem, seguimos para Lapinha da Serra, onde pretendíamos encontrar um camping. Bonita estrada, embora em mau estado, fomos bem devagar, apreciando a paisagem. Pouco antes de Lapinha, passamos na frente da Pousada do Arco e resolvemos visitá-la. O dono da pousada nos mostrou um chalé, pequeno e rústico, porém simpático, e resolvemos ficar lá, a despeito de não haver café da manhã (que teria que ser feito por nós). Arrumamos nossas coisas no pequeno chalé, fizemos rápida ao vilarejo (a 1,5 Km da pousada), voltamos e preparamos um frugal jantar, usando o meu fogareiro sobre a pia do banheiro. Depois, banho e cama.

 


6o dia - 10.11.06 – Sexta-feira

Lapinha da Serra – Conceição do Mato Dentro - 119 Km percorridos.

Acordamos cedo, tomamos banho e café (também preparado no banheiro, com meu fogareiro). O tempo, após forte ventania que durou a noite inteira e se estendeu pela manhã, trouxe garoa e frio. Resolvemos sair para caminhar, apesar do tempo ruim. Fomos de carro até a vila de Lapinha da Serra (cerca de 1,5 Km de distância da pousada), deixamos o Niva estacionado e, já com nossos anoraks vestidos, seguimos pela trilha que conduzia ao Pico do Cruzeiro (Pico do Breu?). Apesar da chuva intermitente acompanhada de muito vento, ficamos encantados com a paisagem. Subimos pela trilha e, a cada passo, mais parecia que estávamos caminhando pela Serra do Cipó. Pedras brancas no chão, inúmeras flores, rochas aflorando do solo, uma cachoeira ao fundo, riachos com água cor de caramelo, tudo nos lembrava a Serra do Cipó. Subimos bastante, admirando não só a trilha como também a vista para a represa Coronel Américo Teixeira, para a vila e para os campos vizinhos. Como o tempo não estava muito convidativo, resolvemos não subir até o topo, parando em um ponto no qual havia uma boa visão da paisagem. Nesta parada, a chuva deu uma trégua, nos animando um pouco. A seguir, descemos a trilha, retornando ao carro e seguindo até a pousada. Lá, arrumamos nossa bagagem e, às 14:45 partimos rumo a Serra do Cipó (que descobrimos ser o novo nome de Cardeal Mota) e, lá chegando, seguimos para a direita, rumo ao Alto do Palácio. Surpreendemos-nos com o fato de a antiga estrada de terra estar totalmente asfaltada após o Alto do Palácio. Quando chegávamos lá, começou uma forte chuva, que nos acompanhou até Conceição do Mato Dentro, onde chegamos às 18:00. Rodamos um pouco, procurando uma pousada, acabamos por escolher a Pousada Serra Velha. Instalados, banho tomado, fomos jantar na “Costelaria Extouro” (com “X” mesmo!), quase ao lado da pousada. Comida gostosa e barata, ótima cachaça, e – melhor de tudo - uma ótima conversa com o simpaticíssimo e folclórico José Renato, o proprietário, fizeram o tempo passar rapidamente, fazendo com que saíssemos de lá a contragosto, pois pretendíamos acordar cedo no dia seguinte.

 


7o dia - 11.11.06 – Sábado

Conceição do Mato Dentro – São Gonçalo do Rio das Pedras - 111 Km percorridos.

Acordamos cedo, banho e café (muito bom, a despeito do forte cheiro de costela assada que impregnava o salão do restaurante Serra Velha). Bagagem no carro, deixamos a boa Pousada Serra Velha, onde encontramos instalações novas, uma boa cama, bons lençóis e bom café da manhã por um preço honesto (R$80,00/casal). Passamos no “Supermercado Bom d+” para comprar a cachaça “Dukim” (a qual eu havia tomado na costelaria e gostado), demos uma rápida volta pela cidade e, após abastecer, partimos, por volta das 11:00. Nossa intenção inicial era visitar a cachoeira do Tabuleiro, seguindo depois para São Gonçalo do Rio das Pedras, mas o templo nublado e chuvoso (novidade...) nos fez mudar de idéia, resolvemos deixar esta visita para a volta. Como, devido a esta mudança de planos, tínhamos tempo sobrando, resolvemos seguir o roteiro alternativo sugerido por José Renato, e, após alguns quilômetros, deixamos a péssima estrada principal que levava a Serro, saindo, à esquerda, pela estrada de acesso a Córregos. Estrada ruim, porém bonita, apesar do tempo chuvoso. Córregos se revelou muito charmosa, Apenas uma rua principal (ou seja, a estrada), uma bonita igrejinha recém-reformada e pintada e várias casinhas bem conservadas. De lá, seguimos, sempre sob chuva intermitente, para Santo Antonio do Norte (ou Tapera), esta não tão bem cuidada. De lá, apesar de alertados por um morador de que a estrada estava muito ruim, rumamos para Itapanhoacanga. E a estrada estava ruim mesmo, conforme constatamos! Vários atoleiros, muito barro, muitas erosões, grandes pedras, pouquíssimas casas e pessoas, somente os onipresentes totens “ER” nos permitiam deduzir que “aquilo” era, de fato, uma estrada. Em compensação, a região era muito bonita, embora, devido à neblina, pouco se pudesse ver da paisagem. Após descermos algumas escorregadias e perigosas ladeiras, chegamos, enfim, a Itapanhoacanga. De lá, por outra estrada bem ruim, novamente com escorregadias descidas, chegamos à estrada principal (ligação Conceição do Mato Dentro – Serro).

Poucos quilômetros antes de chegarmos a Serro, revelou-se um problema que eu havia notado no início do trajeto deste dia, quando a seta deixou de funcionar, por algum tempo, e, mais tarde, passou a funcionar sozinha e aleatoriamente. Pouco antes de Serro, ficamos sem limpador de parabrisas (ótimo momento para isto, pois estava chovendo forte...), sem a marcha lenta do motor e sem os instrumentos do painel! Devido à chuva forte, achei melhor seguir adiante daquele jeito mesmo. Poucos quilômetros depois, à entrada de Serro, encontramos um eletricista. Parei ao lado da oficina e investiguei o problema, descobrindo um fusível queimado, o qual troquei, com o que o limpador e os instrumentos voltaram a funcionar. A problema da seta foi descoberto pelo eletricista: os fios da seta haviam sido cortados pela cruzeta da barra de direção, possivelmente devido ao fato de eu haver colocado o chicote elétrico de forma errada, ao mexer na coluna de direção para consertar o contato da buzina, em Ouro Preto. Quem mandou mexer no que não sabe ?

Às 16:50, com o problema solucionado, seguimos viagem, após entrarmos em Serro, onde abastecemos, deixando uma visita mais demorada para quando passássemos por lá em nossa volta. Tempo chuvoso e encoberto, é claro! Tomamos a péssima estrada que, passando por Milho Verde, nos levou a São Gonçalo do Rio das Pedras, aonde chegamos às 18:30. Fomos diretamente para a Pousada 5 Amigos, aonde Anna, a simpática suíça proprietária da pousada nos instalou na casa anexa à pousada, a mesma onde havíamos ficado em 1.997. Banho tomado, fomos jantar. Noite fria (uns 15o C), seguimos a pé pelas tranqüilas ruas de SGRP até o restaurante “Angu Duro”, no qual jantamos um delicioso canelone, enquanto conversávamos com Sérgio, o proprietário. Após o jantar, retornamos à pousada, onde ficamos conversando com Anna por um bom tempo, antes de nos deitarmos.

 


8o dia - 12.11.06 – Domingo

São Gonçalo do Rio das Pedras - 0 Km percorridos.

Tempo encoberto e frio, garoa de vez em quando. Lavamos um pouco de roupa (férias...), depois fomos caminhar, sem pressa, pelas ruas de SGRP, tirando algumas fotos. Caminhamos por uma hora, retornando à pousada para o almoço. Este foi gostoso, bem caseiro. Estômago forrado, ficamos lendo por um bom tempo. Às 17:00, fomos dar mais uma volta. À noite, um lanche e mais conversa com Anna. Fazia frio (10o C ?).

 


9o dia - 13.11.06 – Segunda-feira

São Gonçalo do Rio das Pedras – Diamantina - 35 Km percorridos.

Tempo encoberto, para variar. Demos uma voltinha para tirarmos algumas fotos, e às 10:20, partimos, levando Anna conosco (ia visitar o filho, internado em um hospital de Diamantina). Estrada péssima, precisei rodar devagar. Paramos para fotos da ponte sobre o rio Jequitinhonha e para uma rápida visita a um trecho do caminho pavimentado com pedras que, nos tempos coloniais, unia SGRP a Diamantina.

Por volta das 11:30, a uns 15 Km de Diamantina, começamos a ouvir um ruído estranho na suspensão dianteira do Niva. Como o ruído persistia, fui verificar e constatei que a fixação esquerda da barra estabilizadora havia se soltado (a chapa da carroceria trincou), e a barra estava presa, deste lado, apenas por um pedacinho de lataria. Passei a rodar muito devagar, torcendo para que a peça não se soltasse totalmente antes de Diamantina (depois, conversando com meu mecânico, descobri que, mesmo que a barra estabilizadora caísse, isto não afetaria a marcha do carro, eu poderia ter rodado mais depressa). Fomos rodando bem devagar (o que, por outro lado, nos permitiu aproveitar melhor os lindos visuais da estrada) até pouco antes de Diamantina, onde parei em um mecânico/funileiro que Anna conhecia. O mecânico, muito simpático, soldou a chapa (conseqüentemente, o suporte da barra estabilizadora), e pudemos continuar, chegando a Diamantina em torno das 14:20.

Levamos Anna até o hospital e fomos procurar a Pousada dos Cristais, onde havíamos ficado em 1.997. Não demorou muito para a encontrarmos e nos instalarmos, saindo em seguida para tomarmos um lanche e fazermos algumas compras. Acabamos por reencontrar Anna, e lanchamos junto com ela, para depois passearmos, sob chuvisco, no Centro Histórico. Às 19:30, sob garoa, retornamos à pousada, saindo pouco depois para jantarmos na “Trattoria La Dolce Vita”, recomendada por Anna. Delicioso jantar, servido pela elétrica Hildegard, suíça de Zurique radicada há muitos anos no Brasil: cartucho de taioba, com frango, queijo e ervas, fettuccine de jabuticaba com costelinhas de porco assada na jabuticaba e, como sobremesa, “Xica da Silva e João Fernandez”, composta de sorvete de creme com calda quente de goiaba. Tudo muuuuito bom! Às 22:20 estávamos de volta à pousada.

 


 

10o dia - 14.11.06 – Terça-feira

Diamantina - 70 Km percorridos.

Acordamos às 7:00, banho e café, lá fora, como de hábito, caía uma chuva fina. Resolvemos sair de carro. Primeiramente, seguimos até Biribiri. A chuva nos deu uma trégua, de modo que pudemos andar pelo local e tirar fotos. Na volta, passamos de carro pela Cachoeira dos Cristais e retornamos para a rodovia asfaltada, espantando-nos com a enorme quantidade de lixo e entulho espalhados ao longo da péssima estrada que levava a Biribiri. Ao chegarmos ao asfalto, a chuva voltou a cair, desta vez com muita intensidade. Pegamos a estrada asfaltada, com a intenção de seguirmos até Conselheiro Mata, mas a chuva, cada vez mais forte, nos fez desistir da idéia, pois achamos que não fazia sentido rodar mais de 80 Km (ida e volta) para ver a chuva caindo. Entretanto, visitamos o pequeno distrito com o curioso nome de Sopa (a chuva dava razão ao nome!), indicado no guia de Diamantina. Lugar muito pobre, lembrando um pouco Córregos, porém não tão bem cuidado. A seguir, retornamos a Diamantina, chegando à pousada às 14:00. Pouco depois, sempre sob chuva, saímos a pé para o Centro Histórico, parando no “Café Mineiro” (onde havíamos parado ontem) para um lanche. A seguir, percorremos um pouco mais o Centro Histórico. Subi até a antiga estação ferroviária, hoje desativada, descendo depois até o prédio da COPASA, de onde, apesar da chuva, se tinha uma ótima vista da Matriz e de seus arredores. Fotos tiradas, voltei à pousada. Às 19:40 saímos para jantar, escolhendo a “Cantina Marinho”, onde havíamos jantado em 1.997. Garçon extremamente simpático e atencioso, comemos bolinhos de bacalhau e um frango ao molho pardo. Lá fora, para variar, chovia. Voltamos à pousada às 21:10.

 

 

11o dia - 15.11.06 – Quarta-feira

Diamantina – Tabuleiro - 183 Km percorridos.

Levantamos às 7:45, banho e café, colocamos a bagagem no carro e saímos da Pousada dos Cristais, novamente satisfeitos com o ótimo quarto e o bom café da manhã. Rodamos até o Centro Histórico, onde fizemos uma rápida parada para as últimas fotos, e, por volta das 11:00, pegamos a estrada para Serro. O tempo, encoberto como sempre, nos havia feito decidir por seguir até Serro pelo asfalto, ao invés de retornamos pela estrada de terra percorrida no trajeto de ida. Caso o tempo em Serro continuasse chuvoso, seguiríamos até Tiradentes ou arredores.

Após rodarmos uns 40 Km, eis que, pela primeira vez em 11 dias, apareceu ele: O SOL!!! O tempo foi melhorando à medida que avançávamos e, ao entrarmos em Serro, o Sol brilhava em um céu com nuvens. Estacionamos o Niva e fomos percorrer o pequeno Centro Histórico de Serro, após conseguirmos, na Secretaria de Turismo da Prefeitura, um ótimo folder (melhor do que os de muitas cidades bem maiores e prósperas!) sobre Serro. Lá ficamos até às 14:30 quando, após breve lanche, tomamos a péssima estrada de terra para Conceição do Mato Dentro.

Animados com o tempo ensolarado, decidimos percorrer, no sentido inverso, o caminho que havíamos seguido em 11.11: saímos da estrada principal rumo a Itapanhoacanga, seguindo depois até Santo Antonio do Norte (Tapera), e de lá até Córregos, voltando depois à estrada de ligação Serro – Conceição do Mato Dentro. Embora a estrada continuasse ruim (mas com menos barro), isto era amplamente compensado pelos ótimos visuais. Fomos devagar, parando inúmeras vezes para fotos ou para admirar a vista. De volta à estrada principal, seguimos até Conceição do Mato Dentro, onde apenas abastecemos o carro, seguindo depois pelos 19 Km de estrada de terra que nos levaram a Tabuleiro, aonde chegamos às 18:30. Após visitarmos uma deprimente pousada, acabamos optando por ficar na hospedaria do “Restaurante Rupestre”, dos simpáticos Solange e Gil(son). Banho tomado, sentamo-nos no rústico e acolhedor terraço para um delicioso jantar: pastel de angu (a iguaria regional, típica de Conceição do Mato Dentro) recheado com carne, salada, frango xadrez e arroz. Ao mesmo tempo, curtíamos uma boa conversa com Solange e Gil.

 


 

12o dia - 16.11.06 – Quinta-feira

Tabuleiro – Serra do Cipó (Parque Nacional) - 88 Km percorridos.

 Ouvimos, durante a noite, a chuva caindo. Acordamos às 6:40, tempo encoberto, mas tínhamos a esperança de melhora. Banho, café (apenas razoável), o tempo foi melhorando, e saímos mais animados para nossa visita à Cachoeira do Tabuleiro. Chegamos à entrada do parque às 10:00, conversamos um pouco com o responsável pela portaria, seguindo depois pela complicada trilha que levava ao rio. Lá chegando, confirmou-se o que já nos havia dito o encarregado da portaria: o rio estava mais cheio do que o normal, o que tornava complicada a sua travessia. Como minha companheira já decidira que não iria atravessar, achei arriscado tentar sozinho, ainda mais com a máquina fotográfica a tiracolo. Assim, após tentar em vão encontrar uma passagem segura, desisti, Após algum tempo curtindo o local, retornamos à portaria, sob forte calor (eram mais de 13:30) para, logo antes de lá chegarmos, tomarmos a trilha que nos levaria ao Mirante. Subimos esta trilha por uns 15 minutos, sob a curiosa impressão de estarmos caminhando na Serra do Cipó (nossa trilha, com pedrinhas brancas, árvores retorcidas e flores típicas da Serra do Cipó) e, ao mesmo tempo, estarmos olhando para a Serra da Mantiqueira (a vista que tínhamos para o outro lado do vale, onde víamos casinhas, campos plantados, pastagens e pequenos bosques). A subida foi amplamente compensadora, a vista para a Cachoeira do Tabuleiro era maravilhosa, fazendo com que tirássemos muitas fotos, antes de voltarmos ao carro e partirmos.

De volta à hospedaria, tomamos banho, arrumamos a bagagem no carro, almoçamos, tiramos as últimas fotos e, às 15:40, partimos. Passamos por Conceição do Mato Dentro, onde fotografamos a bonita capela de Sant’Ana, depois seguimos viagem. Rodamos sem pressa, parando algumas vezes para fotografar, pois a estrada tinha bonitas paisagens. Por volta das 18:00 chegamos ao camping da ACM, onde resolvemos pernoitar, após rápida (e desanimadora) visita ao Camping/Pousada da Pedreira Grande (na qual havíamos pernoitado em 1.997). Montamos a barraca, tomamos banho (ótimo, água quente em abundância, embora os banheiros estivessem algo maltratados) e, pouco antes das 21:00, fomos jantar na cantina do camping. Esta, apesar do aspecto não muito animador, nos serviu bem, Minha companheira pediu uma omelete e eu um “macarrão na chapa”, uma versão simplificada de um missoshiro. De volta  à barraca, fomos dormir às 22:00.

 


13o dia - 17.11.06 – Sexta-feira

Serra do Cipó (Parque Nacional e S.José da Serra) - 38 Km percorridos.

Acordamos cedo, tempo ensolarado, prometendo muito calor. Levantamos às 7:00, preparamos nosso café, desmontamos a barraca, arrumamos tudo, tomamos banho e, por volta das 10:00, saímos do camping, seguindo para o Parque Nacional da Serra do Cipó. Lá chegando, estacionamos, nos preparamos e às 11:10 iniciamos nossa caminhada para o canyon do rio Bandeirinhas. O calor aumentava, prenunciando uma caminhada cansativa. Seguimos as instruções da mocinha da portaria do parque, que disse que, devido a uma erosão na trilha do canyon, deveríamos seguir pela trilha que levava à Cachoeira da Farofa, para depois, seguindo placas indicativas, retornarmos à trilha do canyon. Foi o que fizemos, mas não encontramos as placas indicativas do canyon, com o que acabamos por chegar ao rio Mascote, no ponto onde se atravessa para a cachoeira da Farofa. Concluímos estarmos na trilha errada, e voltamos um trecho da trilha, terminando por encontrar a trilha correta. Seguimos por esta, sob forte calor, chegando ao rio Mascote (no local correto para chegarmos ao canyon) às 14:00. Atravessamos o rio que, devido às chuvas recentes, estava mais alto do que o normal, tornando a travessia bem complicada. Completada a travessia, recolocamos nossos calçados e seguimos pela trilha, encontrando, pouco antes de chegarmos ao nosso destino, um casal de caminhantes e, pouco depois, um casal de ciclistas. Às 14:30, bastante cansados (principalmente devido ao forte calor e quase ausência de sombra na trilha), chegamos ao Canyon Bandeirinhas. Me esbaldei no rio, um alívio para o forte calor. Depois, comemos um pequeno lanche (o calor nos tirou a fome) e descansamos um pouco.

Às 15:15 iniciamos o retorno à sede do parque. Nuvens escuras prometiam uma chuva em pouco tempo. A travessia do rio Mascate foi novamente um parto, além da dificuldade em se andar descalço sobre pedras escorregadias, havia ainda os mosquitos, que não nos davam trégua. Já na trilha novamente, cruzamos com uma L200 do IBAMA, com um motorista e dois passageiros. Conversamos rapidamente com eles e prosseguimos em nossa caminhada. Cerca de meia hora depois, a L200 voltava, e ganhamos uma carona até a sede do parque. O motorista era o diretor interino do parque, e a conversa correu solta e interessante, com ele contando diversos eventos ocorridos com ele e histórias sobre o parque.

De volta ao carro, nos refrescamos um pouco e, às 17:10 deixamos o parque. Paramos no bar/mercearia próximo à ponte, junto a uma antiga fazenda, para tomarmos refrigerantes, seguindo depois para São José da Serra, aonde chegamos às 18:30, nos instalando a seguir na Pousada da Cristina. Após um banho e um descanso, fomos jantar no restaurante ao qual a pousada era anexa. Cristina nos havia prometido o jantar para as 20:00, mas simplesmente se esqueceu disto, embevecida que estava com o último capítulo da novela. Isto fez com que ficássemos sentados à espera do jantar que foi servido, enfim, às 20:30. Após o jantar, Cristina chamou, aos berros, o seu irmão Ronaldo, que morava próximo e poderia ser o nosso “guia” para a Lagoa Dourada. Muito simpático, Ronaldo inicialmente nos informou que o preço para seus serviços seria R$50,00, mas, depois de conversar por algum tempo conosco, concluiu que, por conhecermos bem a Lagoa Dourada e pelo nosso perfil, poderíamos ir sem guia, e liberou nossa visita ao local, dando ainda algumas dicas de como chegar de carro ao começo da trilha. Conversamos mais um pouco e voltamos ao chalé.

 


14o dia - 18.11.06 – Sábado

Serra do Cipó (São José da Serra) - 21 Km percorridos.

Dormimos sob o forte ruído do coaxar dos muitos sapos que povoavam a pequena lagoa próxima ao chalé. Apesar de forte, o barulho era muito gostoso de se ouvir. Acordamos às 7:00, às 8:00 estávamos sentados na varanda do restaurante, esperando pelo café da manhã, que levou mais de meia hora para ser servido (já estávamos nos acostumando a esperar por muito tempo pelas refeições...). Simples mas gostoso, composto, entre outros, de itens exóticos (para nós), como “pipoca” (ovo e polvilho fritos na gordura) e jambo. Havia também bolo, bolinho de chuva, queijo Minas e sucos de couve (dispensável, com gosto de remédio) e o delicioso e refrescante suco de cagaiteira, fruta local. Café tomado, últimos preparativos, e às 10:05 saímos para subirmos até a Lagoa Dourada.. O dia prometia muito calor. Estacionei o Niva no início da trilha, sob uma árvore, e às 10:30 iniciamos a caminhada, chegando à Lagoa Dourada por volta das 12:40. Lá, para nossa surpresa e desapontamento, havia duas barracas montadas, com meia dúzia de rapazes (visivelmente bêbados) e meninos. Não esperávamos por isto, após tantas precauções mostradas pelo Ronaldo, isto nos deixou chateados, pois contávamos com o local somente para nós. Além disso, devido ao fato de estarem alguns dos rapazes bem “mamados”, achamos prudente abreviar nossa presença por lá, para evitarmos algum problema com eles. Descemos até a cachoeira do rio Jaboticatubas, tomei um banho muito bom no poção, comemos algo e às 13:30, após tirarmos algumas fotos da parte de cima da cachoeira, iniciamos nosso retorno, passando antes pelas grandes pedras próximas ao local, que permitiam uma vista da grande queda d’água no canyon. Chegamos no carro às 15:30 e voltamos à pousada. Após rápido descanso, fomos conduzidos por Ronaldo até as cabanas “Pé de Serra”, de sua propriedade. Bastante isoladas e rústicas, mas tinham certo charme. A seguir, sob chuva, colhemos algumas mangas em um sítio próximo e retornamos à pousada, onde nos regalamos com as recém-colhidas frutas e descansamos um pouco. Além de descansarmos, tentamos resolver um problema surgido me nossa caminhada à Lagoa Dourada: em meu banho no poção do rio Jaboticatubas, meu ouvido direito entupiu e não voltou mais ao normal, por mais que eu tentasse desobstruí-lo. Tentei com azeite, conhaque, álcool (que comprei em um pequeno mercado local), nada resolveu o problema, que passou a me incomodar muito. Como nada podíamos fazer, ficou decidido que eu iria ter que passar por um pronto-socorro em Belo Horizonte, ao passarmos por lá no dia seguinte.

 


15o dia - 19.11.06 – Domingo

Serra do Cipó (São José da Serra) - Tiradentes - 349 Km percorridos

Acordamos às 7:30. Banho tomado, arrumamos nossa bagagem, tomamos café e, pouco antes das 10:00, deixamos São José. Peguei a estrada principal e fui seguindo, achando que estava indo para a rodovia que liga Serra do Cipó a Lagoa Santa. Depois de rodarmos muitos quilômetros, perguntamos a um passante onde estávamos e, para nossa grande surpresa, descobrimos que estávamos nos aproximando de Jaboticatubas! Resolvemos seguir, já que, por este trajeto, que não constava no mapa, estávamos encurtando o nosso percurso. De Jaboticatubas, seguimos até Santa Luzia, e depois, até Belo Horizonte. Eu já havia feito contato com o Marcos, que foi nos encontrar. Gentil e atencioso como sempre, nos conduziu até o hospital, onde eu ia consultar um otorrinolaringologista sobre o problema com meu ouvido direito. Lá, nos despedimos de Marcos e de sua esposa e, após estacionar o carro, entramos no hospital. O atendimento foi bom e relativamente rápido. A seguir, após percorrermos as ruas vizinhas ao hospital e não encontrarmos nenhum lugar para almoçar (para quem está acostumado a São Paulo, um espanto!), voltamos ao hospital e lanchamos na lanchonete do mesmo, para depois seguirmos viagem.

Após batalharmos pelas ruas de BH, com sua sinalização confusa, como sempre, conseguimos entrar na BR-040 que, assim como em 97, se encontrava em péssimo estado, esburacada, com muitos pontos de alagamento (choveu forte por uns 10 minutos), enfim, muito perigosa. Saindo da BR-040, tomamos a estrada que leva a Lagoa Dourada e a São João Del Rei, bonita mas perigosa, em parte devido a obras muito mal sinalizadas, em parte devido aos seus péssimos motoristas. Por duas vezes, quase bati em carros cujos motoristas viraram à esquerda (!) em plena pista (ou seja, sem encostar à direita, no acostamento, para fazer a conversão), sendo que um deles, em uma picape, sequer acionou a seta! Se eu viesse mais depressa, teria batido forte na traseira da picape!

Passamos e entramos, para breve visita, em Resende Costa, depois em Coronel Xavier Chaves, onde o simpático Osvaldo, ao nos ver fotografando uma igreja, se ofereceu para nos mostrar o interior da mesma, que ficava em frente à casa de sua mãe – ele tinha uma enorme chave antiga, que abria a porta da igreja! Seguindo viagem, passamos por São João Del Rey, onde novamente lutamos para encontrar o acesso a Tiradentes. (passar do lado direito da igreja de São Francisco de Assis e seguir em frente até a rodovia, lá entrando à esquerda). Como não vimos sequer uma placa indicativa de Tiradentes, ficamos com a impressão de que havia uma espécie de “boicote” à cidade vizinha e rival (em termos de turismo). Chegamos em Tiradentes junto com uma fortíssima tempestade, que, além de escurecer o céu, nos dificultou bastante a procura de uma pousada. Optamos pela Pousada da Bia. Para descarregarmos o carro, precisamos esperar pela passagem da tempestade, pois a forte chuva nos impedia de fazê-lo. Descarregada a bagagem e instalados na pousada, fomos, por volta das 20:20, até o “Pasta & Cia.”, nosso velho conhecido, onde jantamos delicioso nhoque. Depois, ainda sob chuva (mais fraca), retornamos à pousada.

 


16o dia - 20.11.06 – Segunda-feira

Tiradentes - 0 Km percorridos

Acordamos cedo, banho, café, tudo sem pressa, pois o tempo estava pouco convidativo. Entretanto, as nuvens se afastaram um pouco, e um pálido Sol apareceu. Às 11:00 já estávamos batendo pernas pelas ruas do Centro Histórico, além de visitar diversas lojinhas. O dia, embora algo nublado, estava bastante quente. Paramos por volta das 13:45 para um breve lanche, depois continuamos a caminhar e fotografar. Caminhamos bastante, depois retornamos à pousada para descansarmos um pouco. Tomei uma deliciosa ducha fria e fiquei novo em folha. A seguir, saímos para mais uma caminhada, voltando à pousada às 18:20, para um banho. Às 19:30 saímos para jantarmos  um ótimo Frango com Orapronóbis no “Tempero da Roça”. Apesar de seu preço bem mais barato que em outros restaurantes, o frango estava delicioso e o serviço do garçon muito atencioso. Na volta à pousada, curtimos a deliciosa sensação de caminhar à noite pelas ruas desertas do Centro Histórico.

 


17o dia - 21.11.06 – Terça-feira

Tiradentes – Carrancas - 131 Km percorridos.

Acordamos às 7:30, banho e café tomados, saímos com o carro até o início da “trilha do Mangue”, indicada por Bia, dona da pousada onde estávamos hospedados. Bastou subir a Rua Frederico Osanan até que a mesma começasse a descer. Lá, havia um portão azul e, ao lado, o início da trilha. Por esta subimos até um trecho da Serra de São José, passando por uma cascata e por um poção. Sem ter conseguido a vista do Centro histórico que eu desejava, voltei, chegando ao carro às 11:30, após 1,5 horas de caminhada. O tempo, que de manhã estava nublado, havia aberto, e fazia bastante calor. Na pousada, tomamos banho, colocamos tudo no Niva e partimos.

Seguimos até São João Del Rey, aonde estacionei em uma rua do Centro Histórico e fomos andar e fotografar. Depois, um breve lanche no simpático “Café com Leite”, após o qual atravessamos a Ponte da Cadeia, para visitar a maravilhosa igreja de São Francisco. Pagamos R$1,00 para entrar e, pouco depois, fomos abordados por um senhor que, sem que o solicitássemos, começou a nos contar fatos sobre a igreja, Apesar de nosso ostensivo desinteresse, ele não parava de falar e, ao final de sua fala, quando fomos lhe pagar uma caixinha, ele nos informou que o preço a ser pago pela sua indesejada arenga era fixo: R$10,00! Depois estranham a ausência dos turistas...

Voltando ao carro, seguimos para Carrancas, pela estrada de Lavras. Deveríamos ter deixado esta estrada em Itutinga  mas, mais uma vez, fomos traídos pela falta de sinalização das estradas mineiras (de modo geral, em todas as estradas mineiras, as placas estavam em péssimo estado, algumas ilegíveis. O asfalto, cheio de buracos e remendos, estava de dar vergonha): não havia uma única placa sinalizando Itutinga e/ou Carrancas, de modo que passamos pelo acesso de Itutinga e rodamos mais 15 Km, antes de percebermos que já havíamos passado a entrada e retornarmos. Tendo, enfim, entrado em Itutinga, seguimos pelos 26 Km de bonita estrada bem asfaltada (!!!) até Carrancas, onde entramos às 17:30. Visitamos duas pousadas, Senna e Candeias, decidindo-nos pela Pousada Senna, onde fomos atendidos pelo solícito Avian, o proprietário.

Instalados, banho tomado, saímos às 19:40 para um gostoso jantar no Restaurante da Renata, onde sua simpática e falante mãe Ângela nos manteve entretidos durante todo o jantar. Às 21:00, estávamos de volta à nossa pousada.

 


18o dia - 22.11.06 – Quarta-feira

Carrancas – Visconde de Mauá - 225 Km percorridos

Acordamos às 7:40, banho e café, resolvemos seguir para Visconde de Mauá, fazendo apenas uma visita a alguma cachoeira. Escolhemos a Cachoeira da Zilda, uma das mais divulgadas, e esta se mostrou uma enorme decepção, rodamos muitos quilômetros apenas para encontrar uma simples corredeira, com muito lixo e sujeira ao seu redor. Voltamos a Carrancas, arrumamos a bagagem e, às 12:00, partimos. Saímos pela estrada de Minduri, pegando depois uma inesperada saída (não estava no mapa 4 Rodas, este indicava apenas uma estrada até Minduri, de onde seguiríamos para Cruzília) que nos levou diretamente até Cruzília. Esta estrada, embora algo esburacada, tinha belos visuais, inclusive da Serra e do Pico do Papagaio. Chegando a Cruzília, tivemos que “adivinhar” onde ficava a rodovia que levava a Juiz de Fora, pois, como de hábito em Minas Gerais, não havia placas indicativas. Percorremos esta estrada até o acesso a Carvalhos, que tomamos. De Carvalhos seguimos até Franceses, subindo depois a íngreme serra, com bonitos visuais, já por nós percorrida em 2.002, que nos levou ao trevo de Bocaina de Minas, onde entramos apenas para abastecer o Niva (gasolina “batizada”!), continuando depois para Santo Antonio do Rio Grande. Lá, paramos para comprar toalhas, seguindo depois para Mirantão, passando depois por Maringá, para, enfim, chegarmos, por volta das 19:00, na Pousada Tiatiaim. À noite, uma ótima sauna e a deliciosa sopa completaram o dia.

 


19o dia - 23.11.06 – Quinta-feira

Visconde de Mauá - 10 Km percorridos

Banho, café (ótimo, como sempre), depois saímos para tomar banho de Sol no rio Preto. Às 10:00, fomos caminhar e depois nos instalamos junto ao rio Preto. Após o meio-dia, como as nuvens começavam a cobrir cada vez mais o Sol, resolvemos ir almoçar. Fomos de carro até Maringá, e lá saboreamos uma gostosa truta no restaurante “Alto Maringá”. Depois, ficamos perambulando por Maringá, retornando à Tiatiaim às 17:00. À noite, sauna e sopa, acrescida de fatias de queijo Minas curado e torradas com queijo fresco derretido. Muuuuuito bom!

 


 

20o dia - 24.11.06 – Sexta-feira

Visconde de Mauá – 20 Km percorridos

Banho, café (ainda empanturrados com o jantar), batendo papo com o Tonho, oo dono da pousada e nosso amigo há muitos anos. Voltamos ao quarto para ficarmos um tempo no terracinho, lendo, e, às 11:00, saímos para o Poço das Antas (ou dos Marimbondos). Deixamos o Niva próximo à trilha e por ela subimos até a estrada que leva ao acesso da cachoeira. Chegando lá, encontramos a cachoeira tomada por um grupinho de farofeiros, ocupando todos os poucos bons lugares disponíveis. Ficamos lá por uma meia hora e retornamos ao carro. Seguimos para a pousada e, pouco antes de chegarmos na mesma, a má surpresa: um motoqueiro desmiolado, descendo a ladeira que vinha do Escorrega em excessiva velocidade, perdeu o controle da moto e bateu em cheio na frente do Niva! Era o que me faltava! Felizmente, não houve conseqüências mais graves (e elas poderiam ter ocorrido!), a moça que ia na garupa da moto, sem capacete, ficou com o nariz sangrando (talvez quebrado), a moto teve a sua frente destruída. No Niva os prejuízos foram 2 faróis auxiliares (neblina e milha direitos) destruídos, grade, capô e quebra-mato (!!!) amassados e um Gil furioso. Socorremos a moça, e, após ela estar melhor, nos dirigimos à pousada. O piloto e dono da moto se comprometeu a pagar o prejuízo (o que ele fez, sem regatear, quando eu cobrei a despesa, tempos depois).

Na pousada, fazíamos um lanche ao ar livre quando fomos surpreendidos por forte chuva, que nos obrigou a ficar por algum tempo no terraço de um dos chalés pertencentes à pousada. Como a chuva não deu trégua, voltamos, mesmo sob chuva, ao nosso quarto. Mais tarde,a sauna e a sopa, acompanhada de pão com queijo no forno fecharam a noite.


 

21o dia - 25.11.06 – Sábado

Visconde de Mauá – 24 Km percorridos

Acordamos às 7:20, banho, café, às 10:00 já estávamos curtindo o Sol no deck, ao lado do rio Preto. Lá ficamos até às 12:30, tomamos um rápido banho e saímos para Visconde de Mauá, onde eu pretendia solicitar um B.O. para o acidente com a moto. A viagem pela péssima estradinha foi quase em vão, fui informado pelo plantonista de que o B.O. deveria ter sido feito no mesmo dia da ocorrência, e que teria sido necessário solicitar a presença de uma viatura no local (o que teria levado séculos!). De lá, seguimos até o centrinho de Maringá, para algumas compras. Depois, fomos almoçar. Após o gostoso e barato almoço, fomos caminhar. Após a caminhada, voltamos à pousada. À noite, sauna,  jantar e cama.

 

22o dia - 26.11.06 – Domingo

Visconde de Mauá – São Paulo - 343 Km percorridos

Chuva forte de madrugada, o dia amanheceu com chuva, frustrando nossa intenção de ficarmos tomando Sol ao lado do rio Preto. Além disso, faltava energia elétrica. Banho tomado, café demorado, conversando com o Tonho, arrumamos nossas coisas e, sem pressa, saímos da pousada às 12:10. Paramos em Maringá para uma última compra e seguimos, sob chuva, para São Paulo. Em Penedo, parada na loja de Dona Eeva, para comprar pequenas lembranças e geléias, depois entramos na Dutra. Às 18:00, entramos em São Paulo, encerrando mais esta ótima viagem.

 

BALANÇO DA VIAGEM:


2.108 Km percorridos


Despesas totais: R$3.184,00, divididos em:

 

Hospedagem:     R$1.506,50

Refeições:        R$  696,57

Gasolina:          R$  775,83

Diversos:         R$  205,10






Imagens - Viagem pela Estrada Real - 2006 _ Gil Roberto

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