TRANSAMAZÔNICA 2008 - EXPEDIÇÃO DO FREVO - Norte,

A Expedição do Frevo 2008 teve como roteiro a famosa Transamazônica (BR 230) e a Humaitá-Manaus (BR 319), perfazendo os caminhos mais cobiçados pelos off roads brasileiros e estrangeiros.

Sérgio Holanda

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itaroca@elogica.com.br

 

Transamazônica 2008.

A união de amigos gerou a primeira Expedição do Frevo Caminho dos Incas, que levou 12 pernambucanos a percorrerem mais de 15 mil km em 30 dias através dos Andes, passando por Peru, Bolívia, Chile e Argentina em Abril de 2007. O sonho de reunir amigos em torno de um objetivo comum fez com que essa aventura não parasse por ai e em Abril deste ano os Pernambucanos com mais um casal paraibano, um cearense e dois Gaúchos de Nova Mutum – MT, deram continuidade a expedição.
 
A Expedição do Frevo 2008 teve como roteiro a famosa Transamazônica (BR 230) e a Humaitá – Manaus (BR 319), perfazendo os caminhos mais cobiçados pelos off roads brasileiros e estrangeiros. A expedição teve inicio em Recife e seguindo a BR 230 em direção a Marabá, inicio da tão sonhada aventura off road, que desde 1980, com a criação com Camel Trophy, se tornou ícone da aventura off road.
 
No caminho até Marabá a expedição passou pela cidade de Carolina e aproveitou para entrar em alguns cânions da região e tomar banhos de cachoeiras. Como na expedição passada um pit-stop não programado, mas muito bem realizado. Entre Balsas e Carolina a estrada estava muito comprometida, muitos buracos e desníveis. De Carolina seguimos para Marabá via São Geraldo do Araguaia e passamos por duas balsas (R$ 12,00 cada).
 
O trajeto até Marabá foi de muita chuva, desde Recife, o que nos deixou apreensivos, já que pra frente seria em estrada de chão e esperávamos momentos complicados e até mesmo a possibilidades de pontes caídas. Pernoitamos em Itupiranga, local do encontro com os gaúchos, Jeison e Nataniel e o cearense Themoteo. Saímos pela manhã em direção a Pacajá o grupo encontrou uma estrada bem movimentada e alguns trechos molhados com pouca lama. Ao interrogarmos sobre aquela transamazônica de lama nos informavam que estávamos dois dias atrasados que basta um dia de sol forte para o barro secar e virar pedra, por um lado foi bom, já que podemos adiantar bem a viagem e rodar durante o dia, fomos prevenidos de não rodar a noite entre Marabá a Uruará, pois existem assaltos diários nesse trecho.
 
Na entrada de Pacajá a Toyota Hilux começou a esquentar e o diagnostico foi falta de água no radiador. No outro dia percebemos que a hélice da ventoinha raspou no radiador na parte alta e com isso cortou o mesmo e o motivo tinha sido um buraco tão profundo que a frente do veiculo, a base do guincho, bateu na saída e deslocou o protetor da ventoinha prensando a hélice no radiador. Resolvido o problema, logo cedo partimos em direção Altamira e pegamos mais um dia de poeirão, com alguma demora, já que uma ponte estava sendo consertada. Em Altamira pernoitamos e saindo em torno de 7:00hs para Santarém, com percurso de 450 km, já que iríamos pegar um atalho que reduz em 150 km a distância até Santarém.
 
Até Uruará a estrada estava molhada, com alguns trechos ruins, mas nada que pudesse gerar os famosos atoleiros. Na verdade o governo do Pará e o governo Federal estão refazendo a Transamazônica, principalmente agora em que a região está muito desenvolvida em agricultura, agropecuária e extrativismo em geral. Em Uruará pegamos o atalho e nos contemplamos com o trecho mais bonito da expedição, já que pelos menos 40% ainda são formados por trechos ainda intactos da floresta amazônica, que somente neste trecho tivemos a oportunidade de ver, já que mesmo nos parques e reservas a floresta já fora altamente degradada.
 
A Trans-Uruará, como é conhecido esse atalho, ainda está em vias de exploração, com alguns arrozais, cafezais e trechos de fazendas para criação de animais de corte, mas em pequena escala, o que faz dessa estrada um local pouco trafegável e como muita adrenalina. Alguns trechos de areiões encharcados, lama escorregadia com curvas de 90 graus e descidas e subidas íngremes e perigosas. Além de muitos lamaçais e travessias molhadas, mas perfeitamente transponiveis em veículos 4X4, tanto que existe uma linha regular de Kombis, que utilizam correntes e bloqueio nas rodas traseiras, que com muita paciência e trabalho em conjunto com os passageiros conseguem transpor até certa altura, já que um grande lameiro impede realmente a passagem das kombis, ocorrendo assim o transbordo dos passageiros de uma Kombi para outra. Nesse trecho tivemos duas atoladas, uma da TR4 e outra do Troller de Themoteo, que atolou em 4x2 e não conseguiu acionar a 4x4 e teve de sair rebocado.
 
Chegamos a Santarém a noite e fomos recepcionados pela família da Jardane, única mulher no grupo. No sábado pela manhã levamos os carros para a revisão, a Toyota e a Land Rover estavam perfeitas, apenas uma engraxada nas cruzetas e nos graxeiros em geral. A TR4 teve de trocar uma coifa, o Troller de Carlos 100% teve apenas de reapertar parafusos, o Troller de Jeison trocou retentor do diferencial dianteiro direito e um batedor da suspensão. O Troller de Muniz trocou uma coifa e um rolamento do diferencial dianteiro. O Troller de Themoteo tinha muito serviço e só poderíamos terminar na segunda, atrasando nossa partida de Santarém. No domingo o grupo se dirigiu para Alter do Chão, famosa praia do Rio Tapajós e pode curtir um pouco e descansar em uma paisagem belíssima. Na segunda-feira, no Troller, foram trocados três amortecedores, rolamentos dianteiros da roda, o diferencial estava com vazamento e contaminou com água e lama, os retentores foram trocados, os batentes da suspensão, duas bieletas, roda livre direita e mais alguns itens e como o serviço só terminou no final do dia deixamos para partimos para a transamazônica na terça-feira pela manhã.      
 
Saímos de Santarém às 7:00hs e seguimos com destino a Itaituba, cerca de 360 km e tivemos alguns trechos de atoleiros, principalmente antes de Ruropolis, já que estávamos desde Santarém em baixo de muita chuva. Transposto o grande atoleiro antes de Ruropoilis, que nos consumiu mais de uma hora, já que tivemos de tirar um Fiat Uno e um Caminhão Baú, seguimos para Itaituba e após uma balsa (R$ 20,00) para atravessar o Rio Tapajós, chegamos para mais um pernoite e contabilizando dez dias de estrada e com 12 horas de direção para rodar 360 km.
 
Na manhã seguinte partimos com sol para Jacareacanga, que segundo o guia 4 Rodas fica a 350 km, mas descobrimos que fica a 420 km e nesse trecho, diferente do que estávamos acostumados, cruzamos com menos de 5 veículos, o que começava a mostrar uma transamazônica menos rodada, mas nem por isso a estrada estava ruim, dava para em alguns momentos andar a mais de 100 km/h. Na pequena cidade de Jacareacanga, habitada em sua maioria por Índios, nos informamos do trecho até Apuí, nosso próximo objetivo e partimos um pouco mais tarde nesse dia, uma vez que o Julio não havia abastecido o veículo na noite anterior, como todos os demais, gerando reclamação por parte dos que estavam desde cedo prontos para partir e como a TR4 tinha de abastecer o tanque principal e os reservas, devido à limitação de autonomia.
 
A estrada para Apuí estava em boas condições até o km 60, onde tem inicio o Estado do Amazonas e ai se torna em muitos momentos uma pequena trilha, com muitos buracos e erosões profundas, que se estivesse chovendo seria altamente perigoso e alguns atoleiros, mas nenhum que fosse problema para os veículos 4x4. Levamos cerca de 8 horas para chegar a Apuí e pernoitamos com o intuito de chegar a Humaitá no dia seguinte. Saindo às 7:00 hs, seguimos tranquilamente até o KM 180, como é conhecido na região um pequeno vilarejo a 180 km de Humaitá. Quando chegamos ao 180 paramos para abastecer e fomos surpreendidos por uma chuva tão intensa que não conseguíamos enxergar mais do que 30 metros a frente, mas como ainda tínhamos mais de 5 horas de luz resolvemos seguir e tentar andar o máximo possível e quem sabe chegar a Humaitá no mesmo dia. Por mais de uma hora a chuva nos perseguiu e foram momentos apreensivos, já que a estrada se transformara em uma enxurrada e as pontes já perigosas ficaram piores, a água em enxurrada lavava as cabeceiras e arrancava a base de sustentação. Fora isso os raios cortavam o céu e um caiu a algumas centenas de metro da Hilux, que puxava o comboio, nesse momento um dos participantes pensou que havia atingido o Troller logo atrás da Pickup. Para piorar o pneu da Land Rover furou e tivemos, em baixo de muita chuva e raios fazer a troca, em todo o percurso o que mais víamos eram arvores caídas nas estradas e sempre fomos alertados pelos que conhecem a região de que em chuva devemos sempre olha as arvores e procurar não andar em locais onde a vegetação fosse fechada.
 
Após o susto da enxurrada passamos por uma reserva indígena, pelo qual pagamos R$ 20,00, por veículo, para atravessar e seguimos confiantes para Humaitá, no KM 60 antes de Humaitá encontramos uma parada para caminhoneiros e viajantes, uma corruptela, e nos informaram que a estrada estava interrompida após o KM 18 até a balsa (R$ 12,00), que nos leva a Humaitá e que no KM 38 existia outra estrutura como aquela para pernoitarmos. Seguimos até o KM 38 e resolvemos pernoitar, alguns nos carros, outros no chão do grande terraço da corruptela de apoio e os demais em redes. Às 6:00 hs estávamos prontos para partir e com grande expectativa, já que as noticias é de que não conseguiríamos chegar a Humaitá, uma vez que o Rio Madeira tinha transbordado e invadido muitos trechos e destruído parte da pista. Dos 38 km que nos separavam de Humaitá, 20 km foram de muita lama, mas sem maiores dificuldades para nossos veículos, os 18 km restantes foram atravessando alagados e em muitos locais mais de 1 km de rio que invadira a pista. Um trecho de 2 km, dentro d’água com 50cm de profundidade e alguns momentos com 80 cm, foi o mais longo, porém a ultima passagem de água foi a mais perigosa, a profundidade era em torno de 1 metro e a correnteza era muito forte, quase levando o Rodrigo, que ia na frente verificando os buracos, já que a profundidade não permitia visualizar o chão de dentro do carro. Quase que um dos veículos tombava em um buraco, mas com a ajuda de Rodrigo e a valentia dos veículos conseguimos transpor essa dificuldade, onde ficamos sabendo que há mais de 1 dia ninguém passava e todos que ficaram na estrada não se atreveram a passar.
 
Chegamos a Humaitá às 10:00 hs e resolvemos pernoitar por ali, primeiro para comemorar nossa vitória e segundo para que nosso amigo Muniz tivesse uma surpresa, sua irmã, cunhado e sobrinhos haviam vindo de Porto Velho para encontra-lo. Aproveitamos o dia para lavarmos as máquinas, já que algumas viraram um aquário por causa das travessias, arrumarem a bagunça, colocarmos nossos e.mails em dia e falarmos com nossas famílias, há três dias não tínhamos sinal de celular. Comemoramos a etapa e a partida dos nossos companheiros gaúchos, que não poderiam nos acompanhar no trajeto até Manaus, mal sabiam eles o que iriam perder. Estava assim finalizada com chave de ouro a primeira etapa da Expedição do Frevo, a Transamazônica, pois o destino era Humaitá, com a possibilidade de irmos até Labréa, mas como só seria possível através de barco não nos interessava o trajeto.
 
Na manhã do décimo quinto dia partimos para a segunda etapa da Expedição, a famosa BR 319, que um dia fora totalmente asfaltada e era possível fazer Manaus – Humaitá (780 km) em poucas horas. Todos com enormes expectativas, já que as informações eram as piores, ou melhores, possíveis, dependendo do ponto de vista. A Policia Rodoviária nos informara que há mais de 45 dias não havia registro de passagem pela estrada o que nos deixou mais contentes ainda e seguimos em direção a aventura.
 
Percorremos cerca de 120 km entre asfalto bom e buraqueira, depois começamos a nos deparar com os atoleiros e em 30 km de atoleiros a situação ia piorando e a noite se aproximando, como existia uma meta de se dormir dentro do cercado das torres de transmissão de micro-ondas da Embratel, que ficam entre 40 - 45 km entre uma e outra, tentamos chegar à próxima, 11 km à frente, mas como os atoleiros foram piorando resolvemos acampar antes de escurecer completamente e procuramos um local. O inimaginável aconteceu, acampamos no meio do asfalto de uma rodovia federal, isso mesmo, montamos o acampamento no asfalto, já que em muitos trechos da estrada existe asfalto intacto e chegando a mais de 5 km de extensão. No acampamento fizemos nossas previsões, já que havíamos rodado muito pouco, 247 km e 60% em asfalto e chegamos a pensar em ficar mais de 5 dias nessa estrada. Preparamos nosso jantar e fomos dormir feliz da vida com tanta lama e toda aquela situação, tanto que Sérgio Holanda e Carlos 100% dormiram nas redes, desprezando as onças. Uma loucura, já os demais dormiram nos carros. Uma noite perfeita, céu estrelado e o som da fauna noturna.
 
No dia seguinte tomamos um belo café da manhã e seguimos em direção a Manaus, apreensivos com o que iríamos encontrar pela frente. Depois de 11 km encontramos a torre da Embratel e nela existia uma equipe de manutenção, que estava há alguns dias por ali e aproveitamos para tomar um banho, já que o calor era insuportável, mais de 40 graus, teve horas em que a temperatura chegou a beirar os 60 graus. Fomos informados que existiam uns atoleiros grande a nossa frente e que uma outra equipe estava fazendo manutenção em uma ponte a cerca de 90 km e que se tivéssemos dificuldades o trator saia da mata depois das 17:00 hs e poderíamos utiliza-lo para algum resgate. Seguimos, entre atoladas, e 90 km depois estava lá o atoleiro, ainda era 15:00 hs e já havíamos atolados já algumas vezes e nesse atoleiro a Land Rover Defender encalhou mais de uma vez e na terceira vez somente com a chegada do trator foi possível arrancar o monstro do atoleiro, se não fosse o trator provavelmente iríamos só poder tira-la no outro dia. Neste atoleiro perdemos dois guinchos, somado um que já tinha ido pro espaço agora só podíamos contar com três guinchos. O único veículo que conseguiu atravessar o grande atoleiro sem ficar foi a Toyota Hilux, todos os demais somente rebocados pelo trator.
 
Pernoitamos de frente ao acampamento do pessoal de manutenção das pontes, empresa terceirizada contratada pela Embratel. Novamente fizemos nosso acampamento no asfalto, interrompendo o transito local. Estávamos nos tornando infratores das leis de transito e impedindo o direito de ir e vir, como naquela musica do Chico Buarque – Construção. Nesse dia percorremos 107 km e começamos realmente ao nos preocupar com o restante do caminho. Logo cedo partimos e 5 km depois nos deparamos com outro grande atoleiro e novamente tínhamos a Land Rover enfiada na lama e um Troller, mas com calma e trabalho em grupo e o guincho da Hilux conseguimos retirar os dois, seguindo viagem.
 
No terceiro dia com 450 km de estrada pela frente saímos torcendo por trechos mais rápidos e lameiros menos longos e fomos atendidos. No final do dia chegamos a Careiros e pernoitamos para não chegar a Manaus à noite e perdermos a vista da travessia. Em Manaus fomos negociar o transbordo dos veículos e do navio que iria nos levar para Belém. Estava finalizada assim a segunda e ultima etapa da Expedição do Frevo 2008.
 
Notas:
 
A BR 319 foi sacrificante para os veículos, mas todos conseguiram finalizar a etapa sem que houvesse necessidade de reboque. Em Manaus os veículos fizeram revisões e verificamos que os Trollers foram os veículos que mais sofreram com a aventura e precisaram de mais reparos. Outro fator importante observado no trajeto foram os pneus, como quase todos os veículos possuíam pneus diferentes, foi fácil avaliar o desempenho de cada um e sem duvida o pneu utilizado pela Toyota Hilux, Pneus Cross 7.50 x 16 de oito lonas foi o que melhor se comportou no trajeto off road, obtendo máxima tração, nenhum furo e suportou todo tipo de terreno. A TR4 e um dos Trollers também utilizaram Cross e obtiveram melhor resultado que os demais veículos da mesma categoria.
 
No final da Br 319 havíamos passados por 138 pontes, muitas delas praticamente caindo aos pedaços e com grande risco de desabarem, percorridos cerca de 300 km sem ver uma única pessoa e ultrapassado diversos atoleiros, que contabilizaram 37 atoladas deixando o ranking da seguinte forma: 4 Trollers 23 atoladas, Pajero TR4 5 atoladas, Land Rover Defender 7 atoladas e Toyota Hilux 2 atoladas. Na contagem geral foram 39 atoladas, mais uma pra TR4 e pra um dos Trollers.
 
A viagem de navio, Cisne Branco, de Manaus para Balem foi bastante agitada, com muitas partidas de dominó e muitas amizades novas. A expedição chegou a Recife na manhã do sábado dia 26/04/2008, finalizando assim 28 dias de aventuras. Para mais detalhes acessem o www.cameltrophy.com.br/expedicaodofrevo/ ou www.cameltrophy.com.br e no link da EXPEDIÇÃO DO FREVO TRANSAMAZÔNICA 2008. Lá terão os relatos diários, fotos e links dos vídeos da expedição. Dúvidas é só mandar um e.mail para itaroca@elogica.com.br .
 
 
Alguns dados:
 
- Pneus furados: 11
- Guinchos danificados: 3 (Land Rover, TR4 e Troller)
- Km rodados da saída ao retorno (Recife): 7.700km mais 2.000km de Balsa entre Manaus e Belém.
- Consumo médio por veículo a diesel para fazer o percurso: 1.150 litros
- Temperatura mínima: 25 graus
- Temperatura máxima: 59 graus (ao meio dia na BR 319)
- Diesel mais caro: R$ 2,95 – Jacareacanga
- Tempo máximo em deslocamento x deslocamento: 10 horas para percorrer 107 km.
- Custo médio da aventura por veículo: R$ 7.000,00 (combustível, dormida e alimentação)
- Numero de participantes: 12 na primeira etapa e 10 na segunda.
- Numero de Veículos: 7 na primeira etapa e 6 na segunda.
- Nome dos participantes e seus veículos:
 
Sérgio Holanda e Rodrigo Veríssimo – Toyota Hilux SR5 (1999)
Carlos 100% e Marcão – Troller T4 3.0 chipado (2008)
Carlos Muniz e Chico Poeira – Troller T4 3.0 (2008)
Themoteo Varela – Troller T4 2.8 com ARBs nos dois diferenciais (2004)
Jeison e Nataniel – Troller T4 2.8 (2004)
Julio e Jardane – Mitsubishi TR4 (2006/2007)
César Siqueira – Land Rover Defender 110 (2003)
 
 
Dicas:
 
Em Santarém procurar a oficina do Souza, especialista em 4X4. Precisando de Táxi entrar em contato com o Carlos Santos (92) 9123-4328 da associação dos taxistas do porto.
 
Visitar Alter do Chão, imperdível a bela cidade na beira do Rio Tapajós.
 
Utilizar sempre cartão Visa, pois é aceito em todos os lugares, os demais cartões não possuem tamanha abrangência.   
 
Em Manaus ou Belém deve-se procurar viajar no Rondônia ou no Amazonas da Enart, navios com capacidade de carregar os veículos e os proprietários, e caso se opte por cabines individuais o custo dos veículos cai para R$ 450,00, enquanto normalmente se paga R$ 900,00 pelos jipes, mais uma certidão negativa na delegacia de roubos e furtos (R$ 85,00), exigida pela capitania dos portos de Manaus. Sempre faça a reserva antes e se informe das datas dos navios e balsas, uma opção é entrar em contato com o pessoal da Agência Fifo, em especial o Nilson (92-9139-9755), que poderá informar todas as datas, preços e quem poderá transportar os veículos.
 
O trecho Marabá – Uruará é muito perigoso à noite, de forma que ninguém da região dirige após o pôr do Sol devido a assaltos diários nesse trecho.
 
O Trecho de Humaitá – Manaus os veículos necessitaram de pelo menos 100 litros de diesel para se deslocar, então sempre leve o dobro da capacidade de seu tanque em combustível extra.
 
Em Manaus visite o Teatro de Manaus, além de um marco histórico é uma das construções mais belas do Brasil.
 
Em Belém visite a famosa feira livre Ver-O-Peso, outro passeio imperdível.
 
Durante o trajeto entre Manaus e Belém leve, livros, filmes e tudo que goste para passar o tempo, afinal são 4 dias dentro de um navio.
 
 
 
Sérgio Holanda

 
 
Vídeos:
ps. fotos no rodapé

 
  







Imagens - TRANSAMAZÔNICA 2008 - EXPEDIÇÃO DO FREVO _ SERGIO HOLANDA

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