Ao longo do Jequitinhonha - Sudeste,

Viagem ao longo do Rio Jeqjuitinhonha, desde a nascente até a desembocadura no oceano Atlantico.

Marco e Tércia na Defender 90.

VIAGEM AO RIO JEQUITINHONHA

 

Julho de 2004

Land Rover Defender 2002 – Marco e Tércia

 

Saída 18- de julho de 2004

Campinas - Belo Horizonte pela via Dom Pedro até Atibaia e Fernão Dias até BH. Em BH pegamos a BR 262 em direção a Vitoria até a estrada para Bom Jesus do Amparo, aproximadamente 58km de BH, saída a esquerda. Estradinha asfaltada, 5 km até a cidadezinha. Contornamos a praça e subimos o morro até a Pousada Real. Saímos para jantar no Restaurante Terraço.

 

19/julho Bom Jesus - Serro, contornado a Serra do Cipó pelo lado leste.

Saída as 8 horas em direção a Ipoema por estrada de terra  boa.  De Ipoema fomos para Cachoeira Alta por um percurso com uma vista linda. Pegamos informação com o povo e passamos por Cachoeira Boa vista, local ótimo para nadar, mas estava muito frio. Encontramos duas moças em um jipe vermelho que nos deram a dica de seguir para Mata Grande e Cabeça de Boi (Santana). O caminho foi lindo e era quase uma trilha. Depois de Cabeça de Boi tivemos que retornar para pegar o caminho para morro do Pilar de onde seguimos para Conceição do Mato Dentro. Lá abastecemos e pegamos a estrada para Serro. No caminho avistamos uma igreja – Nossa Senhora das Dores -  no alto do morro e fomos até lá tirar umas fotos. Tinha ocorrido uma festa, havia chovido muito e ainda havia sinais das barraquinhas. Valeu a subida, pois a vista de cima do morro era linda. O pessoal disse que o nosso carro foi o primeiro a conseguir subir lá depois da chuva. Chegamos a Serro no fim da tarde pegamos um quarto na Pousada Mariana, passeamos pela cidade e fomos jantar.

 

20/julho Serro – Diamantina.

Optamos por ir por Santo Antonio do Itambé para ver o famoso Pico do Itambé. Andamos com chuva e muito barro. Pegamos uma trilha ao pé do pico do Itambé para alcançar o local onde começaria a caminhada. O percurso de 9 km foi muito difícil com muito barro e erosões. Deixamos a Land onde conseguimos chegar e caminhamos na chuva por um trecho da trilha, mas a serração era muito densa e impedia a visão do Pico. Desistimos do pico, retornamos e descemos a trilha indo para Serra Azul de Minas, passamos direto para Rio Vermelho por muita lama. Seguimos para Pedra Menina e Felício dos Santos em estrada ruim com chuva e lama. A estrada melhorou para São Gonçalo do Rio das Pedras e pegamos asfalto para Couto de Magalhães e Diamantina. Chegando a Diamantina abastecemos, lavamos a Land e ficamos na Pousada da Serra. A noite saímos para jantar na cidade com um casal que estava viajando por ali em um Troler.

 

21/julho. Diamantina.

Decidimos tirar o dia para passear pela cidade. Caminhamos na trilha da Pousada depois do café, mais tarde fomos a cidade tentar pegar informações sobre o Rio Jequitinhonha. Não achamos nada, nem no IBGE. Comemos algo e fomos em direção a Biribiri curtir umas cachoeiras. Dois meninos nos deram a dica do caminho off-road para Inhaí. Levei um tombo numa cachoeira e machuquei o joelho, fiquei com ele dentro da água fria até a dor passar. O Marco resolveu nadar em outra cachoeira, apesar do frio. Voltamos para Pousada coloquei gelo no joelho e saímos para jantar.

 

22/julho. Diamantina – Pinheiros – Inhaí - Araçuai.

O caminho é lindo e vai beirando o rio Caeté Mirim. Em Inhai pedimos informação em um boteco e nos ensinaram um caminho que seguia o rio Jequitinhonha. Depois de cruzá-lo por uma ponte de madeira seguimos o seu curso a manhã inteira por uns 40 km, passando pelas empresas mineradoras de diamante que destroem as margens do rio com suas máquinas imensas. Depois acessamos a BR, fomos até o rio e voltamos para pegar outra BR que vai para Araçuaí. Essa estrada é meio asfalto meio terra e cruza imensas plantações de eucaliptos. Antes de Virgem da Lapa há uma forte descida e baixamos de 980 para 350 m de altitude. Pegamos o asfalto até Araçuaí onde pernoitamos em uma pousadinha.

 

23/julho Araçuaí -  Jacinto.

Saímos para comprar artesanato e depois seguimos para Coronel Murta. Tentamos achar o caminho para Barra do Salinas, mas não conseguimos e seguimos para Ouro fino, Jacaré e Itinga por um caminho de terra, meio trilha. Em Itinga cruzamos o rio e pegamos uma estrada asfaltada que vai ao longo do rio. Seguimos esta estrada até a BR116, a cruzamos e continuamos até Almenara e Jacinto. A paisagem ao longo do rio é muito bonita. Dormimos na Pousada Jacinto.

 

24/julho Jacinto – Belmonte (BA)

Acordamos cedo e fomos ver o Porto da balsa. Cada cidade ribeirinha possue um porto de balsa para a travessia do rio. Ficamos sabendo que há uma estrada do outro lado do rio ligando Jacinto a Almenara. De Jacinto seguimos por terra, na margem direita do rio, até Salto da Divisa. Depois por asfalto até a BR-101, onde cruzamos o rio para achar um posto e abastecer. Neste posto assuntamos o caminho para a foz do rio em Belmonte e nos informaram que havia uma estrada nova construída pela Veracel que passa por Barrolandia e chega a Belmonte. Seguimos 8 km em direção sul pela BR-101 e achamos a entrada desta estrada de terra que passava pela construção da fábrica da Veracel e Barrolandia. Depois chegamos ao asfalto que leva a Belmonte pelo litoral e pelas praias. Chegamos a Belmonte e nos registramos na mesma pousada onde eu havia dormido alguns anos atrás quando não havia ainda o asfalto. Aproveitamos o resto do dia para comer caranguejo na beira da praia e tomar uma cerveja. Ainda desatolamos um buggy da areia da praia.

 

25/ Julho - Belmonte

Havíamos atingido a foz do rio Jequitinhonha em Belmonte e aproveitamos para passear pela cidade. Belmonte é uma cidade conservada pelo esquecimento e bem preservada. Foi um importante porto de embarque de cacau até que o rio foi assoreado pela areia que desceu o rio com a exploração de diamante em Minas Gerais. Aproveitamos para fazer um passeio de barco pelo delta do rio, a barra e os braços de rio onde a pesca ilegal corria solta. Depois fizemos uma caminhada de 4 horas pelos arredores. Com isso conhecemos a região e saciamos a nossa curiosidade de conhecer o rio Jequitinhonha da nascente até a foz.

No dia seguinte seguimos para Itacaré, mas isso já é outra história.






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